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Colar num terminal é a coisa mais perigosa que você faz sem pensar. Um texto copiado de uma página web pode terminar com uma quebra de linha — e quebra de linha, num shell, é Enter. O comando roda antes de você ler. O TYBA não resolve isso pedindo confirmação sempre (você aprenderia a clicar em “Colar” sem ler em dois dias). Ele pergunta quando o texto pode rodar sozinho, e cala a boca quando não pode. Também pelo botão direitoColar. Os dois caminhos passam pela mesma checagem — não existe atalho que fure a fila.

A regra

Todo texto colado passa por três perguntas, nesta ordem:
1

O terminador é removido — sempre

A sequência ESC[201~ é arrancada do texto antes de qualquer outra coisa, em toda colagem, arriscada ou não. Ela é o que marca “acabou a colagem” no protocolo do terminal: um texto que a carrega convence o shell de que a colagem terminou ali, e que o resto — o que vem depois — é você digitando.É assim que se cola uma linha inocente que executa um comando que você não viu. O TYBA não deixa esse byte chegar ao shell. Nunca.
2

O terminal está em bracketed paste?

O TYBA lê o estado real do terminal naquele instante — não um palpite, não uma preferência sua. Ou o programa do outro lado ligou o modo, ou não ligou.
3

Isso é arriscado?

É arriscado se qualquer uma for verdade:
  • O texto tem caracteres de controle inseguros; ou
  • O texto é multilinha e o bracketed paste está desligado.
Arriscado abre o diálogo. O resto cola direto.

O que é bracketed paste

É um modo que o programa do terminal liga sozinho para dizer: “eu sei diferenciar texto colado de texto digitado”. Com ele ligado, o texto colado chega ao programa embrulhado em marcadores. As quebras de linha entram como texto, não como Enter. Um shell moderno (zsh, bash com readline recente), o Claude Code, o vim — todos ligam. Um bash cru sem readline, um read de script, um programa simples pedindo input — não ligam.
A mesma colagem se comporta diferente em lugares diferentes — e isso é a coisa funcionando.Colar 20 linhas dentro do Claude Code: nada acontece, o texto entra no prompt. Ele liga bracketed paste, então as 20 linhas não podem rodar sozinhas.Colar as mesmas 20 linhas num bash cru que não ligou o modo: o diálogo abre. Ali, cada quebra de linha é um Enter — são 20 comandos, e o TYBA não vai deixar isso acontecer no silêncio.Não é aleatório. Não é o TYBA “sendo chato às vezes”. É a resposta certa para dois contextos diferentes.
Caractere de controle sempre abre o diálogo, mesmo com bracketed paste ligado e mesmo numa linha só. Bracketed paste protege contra o Enter acidental; não protege contra um ESC no meio do texto.
Título: Colar várias linhas? Ele te dá exatamente o que falta para decidir: Você lê o que vai colar. É esse o ponto.

As três saídas

Colar como uma linha é a saída para o caso mais comum: você copiou um comando que quebrou em três linhas no site da documentação e quer ele de volta inteiro. Não é um “modo seguro” genérico — é um achatamento, e o resultado ainda é um comando que você vai executar.
Escolheu, o foco volta para o terminal.

O que isso não é

A checagem de colagem olha para a forma do texto: ele pode rodar sozinho? Ela não julga o que o comando faz. rm -rf / colado numa linha só, sem controle nenhum, cola direto e em silêncio — para a checagem, é um comando esperando seu Enter, e é você quem aperta.Quem julga o que um comando faz é a classificação de risco, e ela vale para o que os agentes pedem para executar. Colar é você. A responsabilidade continua sua.

O que não existe

Veja também

Classificação de risco

Verde, amarelo, vermelho — o que os agentes podem rodar.

Usando o terminal

O outro lado: selecionar e copiar.